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Editorial – Briga política não compete ao eleitor

A função do eleitor, que também é pagador de impostos, é permanecer atento, acompanhando o noticiário e avaliando os fatos para tomar sua decisão nas urnas no dia da eleição. Dessa forma, o político que não respeita seus compromissos pode ser avaliado pelo cidadão. O Brasil vive há alguns anos um período de forte polarização […]

A função do eleitor, que também é pagador de impostos, é permanecer atento, acompanhando o noticiário e avaliando os fatos para tomar sua decisão nas urnas no dia da eleição. Dessa forma, o político que não respeita seus compromissos pode ser avaliado pelo cidadão. O Brasil vive há alguns anos um período de forte polarização política. Se existem erros nesse cenário, a responsabilidade não é do eleitor, mas de quem ocupa cargos de poder e influência.
Muitos discursos afirmam defender e salvar o Brasil. Mas o maior poder de transformação continua sendo o voto. No passado, o país teve dois grandes partidos, Arena e MDB. Hoje existem dezenas de legendas, todas apresentando propostas e projetos para a população. Por isso, é importante que o eleitor leia, pesquise e conheça quem são os candidatos e quais são suas trajetórias.
Os mais antigos costumavam dizer que não valia a pena entrar em brigas por políticos. Passadas as eleições, os adversários muitas vezes voltavam a conversar normalmente. Daí surgiu a expressão popular de que “políticos são farinha do mesmo saco”. Em 2026, os brasileiros participarão de mais uma eleição, financiada com recursos públicos e acompanhada por milhões de eleitores em todo o país.O cidadão não precisa acreditar em tudo o que lê ou recebe pelas redes sociais. O melhor caminho é pesquisar, buscar informações em fontes confiáveis e formar sua própria opinião. Também vale refletir antes de defender posições extremas ou criar conflitos desnecessários com familiares e amigos.
Em período eleitoral, muitos candidatos retornam às ruas, visitam comunidades e apresentam promessas. Cabe ao eleitor observar quem cumpre compromissos, quem trabalha pela população e quem apenas aparece em época de campanha. O voto deve ser guiado pela razão, pela responsabilidade e pelo interesse coletivo.
O eleitor precisa conhecer a vida pública dos candidatos, analisar suas ações e acompanhar seus mandatos. Afinal, quem é eleito assume o compromisso de trabalhar pela população. Quando isso não acontece, cabe ao cidadão decidir, por meio do voto, se aquele representante merece continuar no cargo.
Vivemos em um país democrático, onde cada pessoa tem o direito de escolher seus representantes. Fiscalizar, acompanhar e votar com consciência continua sendo o papel mais importante do eleitor.

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