PUBLICIDADE

Editorial – A política e o fiel eleitor

O eleitor é tão fiel ao político que, às vezes, esquece até de Deus. A enxurrada de informações na campanha, sem a devida pesquisa, confunde e embaralha o que é fato e o que é fake. A desinformação vira estratégia para alguém sair na vantagem. A paixão pela política é permanente, mas poucos lembram que […]

O eleitor é tão fiel ao político que, às vezes, esquece até de Deus. A enxurrada de informações na campanha, sem a devida pesquisa, confunde e embaralha o que é fato e o que é fake. A desinformação vira estratégia para alguém sair na vantagem. A paixão pela política é permanente, mas poucos lembram que as campanhas são financiadas com os impostos do próprio cidadão.
É hora de rever conceitos: o eleitor tem poder de voto, mas não pode aceitar ser lembrado só em época de eleição e esquecido depois por quem passa a viver como rei ou rainha no cenário nacional. Criticar de fora é fácil; entender os bastidores é gestão de consciência. A legislação permite que qualquer cidadão, a partir dos 16 anos, tire o título e, cumprindo as exigências do Tribunal Regional Eleitoral, possa se candidatar — desde que filiado a um partido.
Daí em diante, é jogo pesado. Conquistar voto, principalmente voto de confiança, não é tarefa simples. Política custa caro ao contribuinte e aos cofres públicos. Por isso, o eleitor precisa avaliar quem está colocando no poder para usufruir de privilégios enquanto parte da população enfrenta dificuldades.
A tecnologia expõe discursos antigos e atuais, promessas gravadas e votos no plenário. Quer conhecer o homem? Dê poder a ele. Pesquise, acompanhe o painel de votações e observe se há coerência entre discurso e prática. Existem bons políticos, tanto que permanecem eleitos por anos. O poder do eleitor é o voto. Use-o com responsabilidade e consciência.

Leia mais

PUBLICIDADE